Com o objetivo de encontrar soluções para os principais problemas logísticos da indústria farmacêutica e das ciências da saúde, no âmbito do projeto «The Box», várias empresas e instituições uniram-se para organizar o primeiro Hackathon Life Science, no qual diferentes intervenientes se reuniram para, em conjunto, melhorar a competitividade do setor.

«The Box» é uma iniciativa financiada pela Agência Nacional de Investigação e Inovação (ANII) e pelo BID Lab, que visa impulsionar o desenvolvimento do setor logístico através da implementação de tecnologia a nível local e global, promovendo a integração, a investigação e a inovação.

A iniciativa, desenvolvida pela Aero Cargas–DHL Global Forwarding, IBM, Quanam, Universidade de Montevidéu, Newlab e Zonamerica, inclui um Centro de Demonstração de Tecnologia 4.0 aplicada à cadeia logística, com o objetivo de divulgar as melhores práticas a nível internacional e apoiar as empresas que pretendam avaliar, selecionar e implementar estas tecnologias, bem como utilizá-las nas suas operações.

No hackatão participaram nove empresas do setor (va-Q-tec, Adium Pharma, Merck, Dasa Genómica, Boehringer Ingelheim, AstraZeneca, GSK, Bayer e Megalabs), especialistas, estudantes, representantes do setor público e organizações de apoio a empreendedores.

O evento contou com o apoio do Ministério da Saúde Pública (MSP) e da Direção Nacional das Alfândegas (DNA), da ANII, do BID Lab, da Uruguay XXI e da Embaixada de Israel no Uruguai.

«A indústria farmacêutica no Uruguai está em crescimento, tem um grande impacto e enfrenta muitos desafios a nível logístico. Trabalhámos para identificar os seus três principais desafios e convidámos empresas e instituições a darem a sua opinião e a proporem soluções com total abertura, numa iniciativa inédita e de grande empenho», afirmou Diego Wins, organizador do evento.

Durante dois dias, no Auditório The Box, em Zonamerica, os participantes trabalharam em colaboração para criar soluções inovadoras para três problemas concretos do setor: garantir condições adequadas no transporte nacional de mercadorias, dispor de informações aduaneiras unificadas em tempo real e articular a regulamentação específica do Ministério da Saúde Pública com a da Direção Nacional das Alfândegas, a fim de obter processos mais ágeis e eficientes.

O resultado foram três propostas com diferentes âmbitos de aplicação e viabilidade a médio e curto prazo, que apresentaram possíveis soluções para superar os obstáculos que o setor enfrenta.

Flavio Caiafa, presidente da ANII, destacou a importância de «reunir o setor e fazer com que toda a cadeia de valor pense no futuro da logística no Uruguai. É fundamental analisar o processo tal como ele é e refletir sobre o que queremos para o futuro. Este é o primeiro exercício realizado pela comunidade logística do Uruguai para imaginar um futuro melhor, e isso vai servir de ponto de partida para pensar num futuro melhor».

O Uruguai posicionou-se como um centro logístico para a indústria farmacêutica e as ciências da vida, graças a várias vantagens do país, tais como o fuso horário, a afinidade e neutralidade cultural e os acordos comerciais, entre outros aspetos.

As exportações de produtos farmacêuticos para uso humano ultrapassam os 150 milhões de dólares, sendo que mais de metade é realizada a partir de zonas francas.

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