Como surgiu a Farmalog? A empresa iniciou as suas atividades em 2010, com o objetivo de oferecer elevados padrões de qualidade e nível de serviço no segmento da logística farmacêutica. Com base nisso, crescemos no mercado uruguaio, incorporando empresas de primeira linha. Somos fornecedores da Roche, Bayer, Sanofi, Scienza (Novartis, Nutricia, entre outras), Alcon, Rinque, Medtronic, Sophia, etc. Este crescimento demorou dez anos. Passámos de uma empresa com oito colaboradores e 600 metros quadrados de armazém para contar com 80 colaboradores e mais de 6.000 metros quadrados de instalações no mercado logístico farmacêutico nacional. Além disso, como divisão independente, dispomos de um laboratório de controlo de qualidade de medicamentos para empresas importadoras que não possuem laboratório próprio. Quando é que perceberam que era altura de se expandirem? Em 2020, percebemos que estavam reunidas as condições para regionalizar o serviço. Foi então que surgiu a possibilidade de adotar a zona franca como modelo de negócio em geral, e a Zonamerica como alternativa em particular. Foram realizadas as análises necessárias entre as diferentes opções de zonas francas existentes no Uruguai e optámos pela Zonamerica. Atualmente, estão instaladas no nosso parque a operação regional da Sanofi, a operação da Cold Chain Technologies — uma empresa norte-americana de materiais de embalagem para a indústria farmacêutica — e está prestes a iniciar as suas atividades a Farmamondo, uma multinacional farmacêutica de grande relevância, entre outras. Apostamos em mostrar aos nossos clientes locais tanto os benefícios da Lei das Zonas Francas como os diferenciais da Zonamerica para que operem no parque. Por que razão são escolhidos pelos laboratórios? Temos algumas características que nos tornam especiais. Quando a Farmalog foi criada, identificámos a ausência no mercado de um fornecedor focado em normas internacionais. Até então, o que existia eram operadores locais que cumpriam os requisitos do Ministério da Saúde para obterem a autorização. Nós fomos mais além. Trabalhei alguns anos na Roche, e a ideia foi aproveitar essa experiência e aplicá-la num empreendimento cujo objetivo era superar as exigências locais e cumprir os mais elevados padrões globais. Na verdade, conseguimos manter um elevado nível em todas as normas exigidas por este tipo de empresas globais. Encaramos cada auditoria destas empresas como uma oportunidade de aprendizagem, incorporando esse conhecimento no nosso próprio sistema. Retiramos o melhor de cada uma delas e reforçamos os nossos processos em todos os aspetos: segurança, ambiente, serviço e qualidade. Este é, sem dúvida, um dos nossos principais diferenciais. «A Farmalog foi criada com o objetivo de cumprir os mais elevados padrões internacionais.» Trabalham exclusivamente com produtos farmacêuticos e afins? Sim. Esse é outro grande diferencial, pois permite-nos concentrar e formar todo o nosso pessoal numa área muito específica, com foco e especialização. Além disso, do ponto de vista salarial, as remunerações estão alinhadas com as do mercado farmacêutico, o que representa aproximadamente mais 30% do que a média do mercado logístico. Os recursos humanos são, sem dúvida, um dos pilares da Farmalog. A par dos recursos humanos, da especialização farmacêutica e do serviço que prestamos, o nosso quarto pilar é a redução da pegada de carbono, com o objetivo de a aproximar de zero. Para tal, investimos há alguns anos na instalação de painéis solares. Entre 50% e 75% do consumo energético é gerado a partir dos nossos próprios painéis solares. Estamos também a trabalhar na redução de resíduos através da utilização de sistemas de transporte reutilizáveis para a cadeia de frio e já incorporámos dois veículos elétricos. A meta é atingir 100% de mobilidade elétrica em 2025. Estamos firmemente convencidos de que esse é o caminho a seguir e de que é possível ter uma operação rentável e ambientalmente responsável. Que outras ações ambientais desenvolvem? A Farmalog promove a redução, a reutilização e a reciclagem de resíduos através da utilização de diversos sistemas ambientais. O nosso grande projeto para 2023 consiste em maximizar a utilização destes sistemas reutilizáveis no transporte de medicamentos que requerem cadeia de frio, tal como referido anteriormente. O serviço, a qualidade, a formação, a valorização dos recursos humanos e a redução do impacto ambiental são aspetos altamente valorizados pela indústria farmacêutica global. Que desafios implica ser um armazém especializado na indústria farmacêutica? A indústria farmacêutica e a regulamentação relativa aos armazéns implicam condições específicas de armazenamento, tais como controlos de temperatura, limpeza, procedimentos operacionais e cuidados específicos para o tipo de produto com que trabalhamos. Dispomos de armazéns com temperaturas controladas entre 2 e 8 °C ou entre 15 e 25 °C, consoante o produto. Para garantir estas condições, o primeiro passo consiste em realizar o mapeamento e a certificação do armazém. Através de sensores, temos de demonstrar que, em nenhum momento do ano, independentemente da temperatura exterior, se verificam desvios em relação à temperatura interna estabelecida. Além disso, dispomos de controlo de pragas, registos de limpeza e procedimentos operacionais. O desafio, portanto, é transformar um armazém padrão num armazém farmacêutico. Investimos continuamente para oferecer instalações modernas e atualizadas, garantindo aos nossos clientes os mesmos padrões de armazenamento. Nos últimos anos, o Uruguai consolidou-se como um importante centro logístico, especialmente no setor farmacêutico. A que se deve este fenómeno? Constatamos que, devido à congestão nos portos e aeroportos do Brasil, bem como aos atrasos na liberação de mercadorias, muitas empresas começaram a considerar vantajoso organizar o transporte a partir do Uruguai para destinos-chave como São Paulo. Além disso, a situação económica da Argentina incentivou as empresas a transferir os seus stocks para o Uruguai, que oferece a vantagem de se encontrar a apenas 24 horas de Buenos Aires, evitando a incerteza cambial e económica argentina. Apesar destas vantagens, constatamos que muitas empresas ainda não conhecem plenamente as oportunidades que o Uruguai oferece, em particular a Lei das Zonas Francas. Esta falta de conhecimento representa um desafio e demonstra que ainda há muito a fazer em termos de promoção e comunicação a nível internacional.
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